Uma realidade inquestionável é a de que o mercado se torna cada vez mais competitivo. Grandes empresas disputam a atenção dos consumidores nas mais diversas mídias, buscando cada vez mais interatividade e participação na vida das pessoas. Com seu potencial cliente sendo bombardeado a todo instante, como garantir que ele permaneça leal à sua empresa?

“O processo de fidelização de cliente torna-se importante para as empresas na medida em que atualmente não se busca trabalhar apenas a ‘transação’ com o comprador, mas sim o relacionamento com o cliente”, é o que destaca Mayanna Rodrigues, ex-diretora do Departamento de Projetos da CAMPE Consultoria Jr., EJ da Universidade Federal de Juiz de Fora ligada à área de consultoria econômico-administrativa (entre janeiro de 2006 e julho de 2007), que atuou como Vice e Presidente da FEJEMG (entre abril de 2007 e abril de 2008) e também como Presidente do Conselho da Brasil Júnior (entre maio de 2007 e abril de 2008). Atualmente a ex-júnior atua como Analista Financeira na ARPEL (varejo de moda) e como professora substituta na UFJF (cadeiras de Empreendedorismo, Gestão de Micro e Pequena Empresa e Marketing). “As organizações veem no cliente uma possibilidade de relacionamento de longo prazo e para tanto é preciso trabalhar a ‘fidelização’ do mesmo, que não quer dizer um cliente único desta empresa, mas sim um cliente que possua uma lealdade pelo produto da empresa”, completa.

É nesse ponto que as empresas que prezam por essa tática saem na frente das outras que ainda não a utilizam. A partir de uma tática de fidelização o foco passa a ser o cliente e não apenas a troca de serviços ou produtos. A empresa passa a direcionar seus esforços para uma melhoria a partir do que o cliente julga importante. Não se trata apenas do consumo em si, mas da melhor adequação às necessidades encontradas, um processo onde ambas as partes têm a ganhar. Trata-se de uma evolução de como o mercado se configura, onde os consumidores passam a buscar as empresas que agregam valores em suas marcas. Gigantes do mercado, como Coca-Cola, Apple, McDonald’s, entre tantas outras, são alguns dos exemplos mais recorrentes de empresas que se atentam para essa prática e ultrapassaram o simples consumo.

Fidelização e o MEJ: experiência de mercado cada vez mais cedo

O mercado não se restringe às grandes empresas, assim como as práticas de sucesso também não. As Empresas Juniores também estão cada vez mais se inteirando da importância de não apenas prospectar clientes, ou seja, atraí-los, mas sim de desenvolver um trabalho contínuo, através de métodos que os mantenham dentro da empresa. É nesse ponto que os processos de pós-venda ganham destaque.

É o que diz Glauco Gonçalves, Diretor de Marketing da UCJ – UFMG Consultoria Jr., EJ especializada em consultoria empresarial. “O acompanhamento desde o pós-venda é essencial para que a equipe que execute o projeto esteja alinhada com os anseios do mesmo desde o início do projeto”. Um diagnóstico geral do cliente e do projeto desenvolvido também é almejado durante o pós-venda: “Além disso, ela possibilita que caso ocorram falhas de relacionamento durante a execução do projeto possamos realizar ações para contornar as mesmas. Outro ponto importante é acompanhar o cliente após a entrega do projeto, seja para levantar quais foram os resultados gerados no cliente ou para instruí-lo para garantir que o mesmo seja implementado”, completa Glauco.

O feedback obtido no pós-venda serve como subsídio para que sejam traçadas estratégias futuras, dentro das quais as de fidelização dos clientes se tornam destaque. “Muitas vezes trabalha-se o pós-venda como uma forma de saber se o produto está funcionamento corretamente, por exemplo, entretanto o pós-venda deve ser encarrado como uma ferramenta de relacionamento, que se bem utilizada poderá ser muito bem aproveitada pela organização”, ressalta Mayanna Rodrigues.

Dentro da realidade que as EJs enfrentam, e em certo ponto, das limitações, a fidelização de seus clientes é um passo que pode economizar tempo, e principalmente, atuar como garantia de mercado. Quando o cliente já realizou algum serviço anterior e procura novamente a EJ, ele já está inteirado de como ela funciona, por exemplo, na questão dos prazos, da menor carga horária em relação a uma empresa sênior. Como uma via de mão-dupla a EJ também já tem um conhecimento maior de seu cliente, podendo assim desenvolver projetos cada vez mais eficazes e integrados, dando um importante passo dentro da capacitação que nós, como empresários juniores, buscamos em nossas ações.

Guilherme Miscula – Assessoria de Imprensa – FEJEMG