Índice de Universidades Empreendedoras

Brasil Júnior lança Índice de Universidades Empreendedoras 2017

Você acredita que a sua universidade estimula o empreendedorismo estudantil? Em quais critérios você baseia a sua resposta? A Brasil Júnior, Confederação Brasileira de Empresas Juniores, também já refletiu sobre o assunto e compartilha com a rede uma pesquisa recente, feita com universidades de todo o Brasil.

O Índice de Universidades Empreendedoras 2017 resume informações coletadas com mais de mil estudantes de 50 instituições de ensino superior. O objetivo é entender o quanto os alunos estão sendo incentivados em relação ao espírito empreendedor a partir de seis indicadores diferentes: Cultura Empreendedora, Inovação, Extensão, Internacionalização, Infraestrutura e Capital Financeiro.

Em todos os indicadores são abordados quesitos que pensam como a Universidade pode agregar na experiência do universitário para que ele se torne mais empreendedor, vivenciando dentro da sala de aula uma disciplina de empreendedorismo, por exemplo, ou participando de redes de extensão, como as empresas juniores e ligas universitárias, como esclarece a Coordenadora de Imprensa da Brasil Júnior e Gerente do projeto Universidades Empreendedoras, Marcella Aguiar.

“Dessa forma, eu enxergo que o projeto seja crucial para todo o futuro do país, não só agora, mas daqui a muitos anos inclusive. A cada jovem que formamos melhor para o mercado, estamos transformando a educação brasileira”, completa Marcela.  

Os indicadores resultaram em um ranking nacional que vai de 0 a 10. Assim, o estudo busca discutir, a partir das pontuações apresentadas, quais são os aspectos a serem melhorados em cada cenário e como podemos, em rede, evoluir os padrões e modelos de formação estudantil.

Em que grau a sua universidade influencia no empreendedorismo desenvolvido no meio acadêmico? Clique aqui e confira o estudo completo.

Minas Gerais no Universidades Empreendedoras

Algumas instituições mineiras marcaram presença no ranking brasileiro e reiteram a força do empreendedorismo no estado.

  • A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) alcançou a segunda colocação no índice com 6,90 pontos;
  • Já a Universidade Federal de Viçosa (UFV) ficou em sétimo lugar com 5,91 pontos;
  • Por fim, a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) fecha o TOP 10 mineiro com 5,80, conquistando a 9ª posição.

A partir dos seis eixos avaliados, Minas Gerais se agiganta nos quesitos Extensão (pela análise da promoção de projetos para a comunidade) e Capital Financeiro (pelo apoio monetário para incentivadores do empreendedorismo).

  • Índice Extensão: UFMG (2º lugar), UFV (3º lugar), UFU (5º lugar) e UNIFEI (8º lugar).
  • Índice Capital Financeiro: UFV (5º lugar), UFTM (9º lugar) e UFMG (10º lugar).

“Todas as ações que estão sendo feitas, como as discussões com reitores e os eventos para conversar sobre esses pilares, são micro mudanças na nossa educação universitária e quem sabe um dia na educação primária e em todas as vertentes”, analisa a Gerente do projeto Universidades Empreendedoras.

Índice de Universidades EmpreendedorasMovimento Empresa Júnior no Universidades Empreendedoras

Quando perguntado aos estudantes quais foram os projetos que eles participaram ao longo da graduação, a empresa júnior encabeça a lista em mais de 30% das respostas, seguido de Iniciação Científica e projetos de extensão.

A empresa júnior, entendida como uma organização estudantil com representatividade nacional, aparece nos estudos como uma instância que  contribui de forma significativa para o empreendedorismo nas universidades.

Um dos embaixadores da pesquisa na UFMG e membro da CPE Jr, Thiago Villela, sentia na faculdade que muitos ainda eram avessos à inovação e à ideia do empreendedorismo em si. “Mas conheci muitos professores dispostos a mudar a UFMG como um todo e isso me inspirava a tentar ajudar. Participar do Índice foi uma forma que eu encontrei pra fazer algo que, mesmo que pequeno, poderia ajudar nesse processo e reconhecer todos os esforços que já estão sendo feitos na UFMG”, destaca Thiago.

O estudante fica animado em saber que tem mais pessoas na faculdade, dentro e fora do Movimento Empresa Júnior, que querem proporcionar mudanças. “Uma das principais formas de manter e expandir a participação de todo o cenário de valorização e apoio ao empreendedorismo, é formar profissionais não apenas tecnicamente aptos, mas também conscientes da sua capacidade de impactar e da importância deles para o desenvolvimento econômico e social de Minas. Então o Índice entra aí, não apenas para a UFMG, mas também para as outras faculdades traçarem seus caminhos para fortalecer todo esse ambiente”, completa.

E você, como pode contribuir para que a sua universidade estimule o empreendedorismo? Deixe seu comentário e venha crescer em rede!

Thaiza Gribel

Assessora de Conteúdo

 

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