Inteligência emocional no dia a dia do MEJ

Você já passou por aquela semana de muito estresse, nervosismo, impaciência e cobrança do dia a dia no trabalho nas instâncias e não soube lidar tão bem com a situação? Então, é sobre isso que trazemos algumas dicas de como melhor conciliar as emoções com o trabalho.

Problemas e emoções fazem parte do cotidiano de um empresário júnior. Se não controlados, a tendência de se gerar resultados negativos nas relações dentro de qualquer ambiente profissional são grandes. Tudo isso está muito relacionado à sua capacidade de reconhecer e a de controlar as suas próprias emoções. A Inteligência Emocional se torna uma ferramenta importante para o equilíbrio diante de desafios do dia a dia.

No primeiro momento temos que conceituar o tema abordado – possui um conceito simples idealizado pelo psicólogo norte americano Daniel Goleman, pai da Inteligência Emocional no mundo, que definiu alguém emocionalmente inteligente como quem consegue identificar suas emoções com facilidade e possuir controle sobre elas a fim de que haja potencialização dos resultados.

É importante termos ciência acerca da inteligência emocional pois muitas vezes como líderes pensamos que nossas escolhas são completamente racionais, quando na verdade nossas decisões tem um fundo emocional. Na realidade do empresário júnior temos que conciliar muitas atividades – a faculdade, a empresa júnior, entre outras demandas, incluindo os finais de gestão, que tem apresentado um desafio em relação aos nossos resultados.

Dessa forma este conteúdo está disposto a lhe oferecer uma pequena ajuda de como lidar com essas questões .

O especialista Daniel Goleman afirma que 70-80% do sucesso na fase adulta provém da inteligência emocional. Para o desenvolvimento dela temos  alguns pilares básicos:

1- Autopercepção

O primeiro deles é aprender a identificar as próprias emoções, ou seja , ter uma autopercepção.

Comece a perceber seus gatilhos emocionais. Mas como? Se você tem um padrão de reação quando ocorre um problema, fica mais fácil entender como suas emoções funcionam e  melhor controlá -las. Perceber como você reage nunca é uma demanda fácil, exige tempo e treino. Por exemplo, numa situação em que haja um problema dentro da sua EJ relacionado a um projeto ou questão do tipo. Qual é que seria sua reação mais típica?

Explodir? Tentar resolver de forma calma? Ignorar o problema?

Começar a entender de que forma suas emoções funcionam te ajudará a ter reações melhores para lidar de forma apropriada com as situações dentro da sua EJ. Goleman afirma que a meditação por exemplo é uma boa forma de inibir impulsos emocionais, os impulsos inibidos transformam as reações em mais racionais.

2- Autogestão

A autogestão envolve muito a questão do tempo –  tanto de gestão mais eficiente quanto de ter momentos de descanso e estudo. Ao gerir melhor suas demandas você estará menos estressado e consequentemente isso irá afetar toda equipe que será liderada por você criando uma atmosfera mais leve. Na prática, isso é bem fácil de ser percebido: ao termos uma demanda,  uma reunião com uma possível parceria ou um cliente com um grande projeto, devemos prepará-la com antecedência para no dia da entrega não ficarmos perdidos e ficarmos mais confiantes.

Em relação a gerir seu próprio tempo nem todos os problemas terão solução imediata, a resolução pode vir em um momento muito aleatório e ficar retornando ao mesmo ponto não é emocionalmente inteligente. Principalmente quando necessitamos de soluções do âmbito criativo, como uma nova campanha de marketing ou até mesmo a modificação da carta de serviço que demanda o pensamento de algo,  a ideia nem sempre vem de forma instantânea, as vezes sair pra fazer espairecer trará ótimas ideias. Quantas vezes já não olhou para uma folha de papel em branco e ficou pensando sobre suas demandas… e começou a escrever ideias , surgindo várias boas.

3 – Percepção social

Chame as pessoas pelo nome, faça com que elas se sintam parte de algo maior, um propósito – isso trará  equipe junto a você, pois ela estará satisfeita e sentindo seu papel dentro do que está sendo realizado (não se tornando apenas executora, mas parte da concepção) e, possivelmente, haverá maior compra dos objetivos que se espera. As pessoas dentro da sua empresa devem enxergar que estão sendo lembradas, parece simplório  chamar alguém pelo nome, mas isso é nada mais que sua identidade, não mais uma ferramenta presente na linha de produção. Ter algo como diferenciador deixará a pessoa mais confortável além de mostrar você como um líder ao invés de um chefe.

4 – Gestão de relacionamentos

Não dê ordens sem explicar o porquê daquela decisão, alinhe sua equipe com você e com seus valores, tenha uma equipe que compreenda suas decisões. Lidar com outras pessoas nunca é fácil, tentar ser mais flexível e transparente são formas de  criar um ambiente mais amigável e menos estressante tanto para você que está tomando decisões quanto para quem está sob sua supervisão. Mas cuidado pois ser flexível não quer dizer aceitar toda e qualquer justificativa para atrasos ou outros déficits  dos seus companheiros.

5 – Tenha um Hobbie

Ficar o tempo todo imerso no ambiente de trabalho não irá fazer bem. Tenha seu momento de desestresse, isso lhe trará melhores decisões que irão alinhar tanto seu lado emocional quanto o racional. Nem que seja algo habitual como tomar um café olhando a paisagem da sua  janela. Esses minutos de descanso e meditação ajudarão a lidar melhor com suas emoções além de melhorarem o foco e concentração.

Dica da Liderança

Convidamos o Diretor de Formação Empreendedora da FEJEMG para responder à uma pergunta sobre Inteligência emocional e Liderança.

Como no dia a dia do Movimento Empresa Júnior  podemos aprender a ter uma boa inteligência emocional e por qual motivo ela existe?

Segundo o Diretor de Formação Empreendedora da FEJEMG, Cleyton Silva Rosa, especula que exista uma pressão e uma expectativa sobre o trabalho dos empresários juniores e isto é relativamente normal. Ele pontua que em 2017, quando foi diretor da Porte Empresa Júnior, EJ de Juiz de Fora, teve uma grande oportunidade de aprender a lidar com as emoções pessoais, com as cobranças dos clientes e líderes e com os fatores externos que existiram. Acrescentou que foi uma experiência única pois o fez ter maior autoconhecimento e interação ao ambiente da empresa. Experiência a qual se estendeu para fora do âmbito do MEJ – família e universidade.

Cleyton ressalta que foi fundamental manter o controle dos impulsos em alguns momentos, principalmente por ter trabalhado no front-office da empresa – entendeu que cada ponto conflituoso era algo natural e que precisou ter uma frieza para contorná-los, sendo necessário uma boa inteligência emocional para lidar com estes desafios em frequência e profundidade no dia a dia como liderança. “Não foi fácil deparar com alguns desafios e até mesmo passar por momentos em que o sentimento era de que tudo iria ruir. Umas das alternativas foi de manter o espírito contagiante e animado com a equipe”.

Por fim, disse que o propósito é a nossa âncora diária, nos ajuda a recuperar dos pontos mais tortuosos. É o nosso ponto de chegada e o que nos faz ter a gana de continuar lutando e se desafiando – por um Brasil mais empreendedor, com uma melhor educação, mais colaborativo, mais competitivo e comprometido com a verdade.

“Cuide de suas próprias emoções e nunca as subestime’’ (Robert Henri). Esta frase foi escrita por Robert Henri, estudioso sobre inteligência emocional, com objetivo de reforçar a ideia de que devemos trazer as emoções para o nosso lado, utilizá-las ao nosso favor como uma poderosa aliada no caminho percorrido por nós dentro da  jornada como empreendedor. Confie em você! Depois nos conte o quão fundamental foram as dicas, ok?

 

Ana Gualda Braz Tomassini

Coordenadora de Conteúdo

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