Inteligência emocional no dia a dia do MEJ

Você já passou por aquela semana de muito estresse, nervosismo, impaciência e cobrança do dia a dia no trabalho nas instâncias e não soube lidar tão bem com a situação? Então, é sobre isso que trazemos algumas dicas de como melhor conciliar as emoções com o trabalho.

Problemas e emoções fazem parte do cotidiano de um empresário júnior. Se não controlados, a tendência de se gerar resultados negativos nas relações dentro de qualquer ambiente profissional são grandes. Tudo isso está muito relacionado à sua capacidade de reconhecer e a de controlar as suas próprias emoções. A Inteligência Emocional se torna uma ferramenta importante para o equilíbrio diante de desafios do dia a dia.

No primeiro momento temos que conceituar o tema abordado – possui um conceito simples idealizado pelo psicólogo norte americano Daniel Goleman, pai da Inteligência Emocional no mundo, que definiu alguém emocionalmente inteligente como quem consegue identificar suas emoções com facilidade e possuir controle sobre elas a fim de que haja potencialização dos resultados.

É importante termos ciência acerca da inteligência emocional pois muitas vezes como líderes pensamos que nossas escolhas são completamente racionais, quando na verdade nossas decisões tem um fundo emocional. Na realidade do empresário júnior temos que conciliar muitas atividades – a faculdade, a empresa júnior, entre outras demandas, incluindo os finais de gestão, que tem apresentado um desafio em relação aos nossos resultados.

Dessa forma este conteúdo está disposto a lhe oferecer uma pequena ajuda de como lidar com essas questões .

O especialista Daniel Goleman afirma que 70-80% do sucesso na fase adulta provém da inteligência emocional. Para o desenvolvimento dela temos  alguns pilares básicos:

1- Autopercepção

O primeiro deles é aprender a identificar as próprias emoções, ou seja , ter uma autopercepção.

Comece a perceber seus gatilhos emocionais. Mas como? Se você tem um padrão de reação quando ocorre um problema, fica mais fácil entender como suas emoções funcionam e  melhor controlá -las. Perceber como você reage nunca é uma demanda fácil, exige tempo e treino. Por exemplo, numa situação em que haja um problema dentro da sua EJ relacionado a um projeto ou questão do tipo. Qual é que seria sua reação mais típica?

Explodir? Tentar resolver de forma calma? Ignorar o problema?

Começar a entender de que forma suas emoções funcionam te ajudará a ter reações melhores para lidar de forma apropriada com as situações dentro da sua EJ. Goleman afirma que a meditação por exemplo é uma boa forma de inibir impulsos emocionais, os impulsos inibidos transformam as reações em mais racionais.

2- Autogestão

A autogestão envolve muito a questão do tempo –  tanto de gestão mais eficiente quanto de ter momentos de descanso e estudo. Ao gerir melhor suas demandas você estará menos estressado e consequentemente isso irá afetar toda equipe que será liderada por você criando uma atmosfera mais leve. Na prática, isso é bem fácil de ser percebido: ao termos uma demanda,  uma reunião com uma possível parceria ou um cliente com um grande projeto, devemos prepará-la com antecedência para no dia da entrega não ficarmos perdidos e ficarmos mais confiantes.

Em relação a gerir seu próprio tempo nem todos os problemas terão solução imediata, a resolução pode vir em um momento muito aleatório e ficar retornando ao mesmo ponto não é emocionalmente inteligente. Principalmente quando necessitamos de soluções do âmbito criativo, como uma nova campanha de marketing ou até mesmo a modificação da carta de serviço que demanda o pensamento de algo,  a ideia nem sempre vem de forma instantânea, as vezes sair pra fazer espairecer trará ótimas ideias. Quantas vezes já não olhou para uma folha de papel em branco e ficou pensando sobre suas demandas… e começou a escrever ideias , surgindo várias boas.

3 – Percepção social

Chame as pessoas pelo nome, faça com que elas se sintam parte de algo maior, um propósito – isso trará  equipe junto a você, pois ela estará satisfeita e sentindo seu papel dentro do que está sendo realizado (não se tornando apenas executora, mas parte da concepção) e, possivelmente, haverá maior compra dos objetivos que se espera. As pessoas dentro da sua empresa devem enxergar que estão sendo lembradas, parece simplório  chamar alguém pelo nome, mas isso é nada mais que sua identidade, não mais uma ferramenta presente na linha de produção. Ter algo como diferenciador deixará a pessoa mais confortável além de mostrar você como um líder ao invés de um chefe.

4 – Gestão de relacionamentos

Não dê ordens sem explicar o porquê daquela decisão, alinhe sua equipe com você e com seus valores, tenha uma equipe que compreenda suas decisões. Lidar com outras pessoas nunca é fácil, tentar ser mais flexível e transparente são formas de  criar um ambiente mais amigável e menos estressante tanto para você que está tomando decisões quanto para quem está sob sua supervisão. Mas cuidado pois ser flexível não quer dizer aceitar toda e qualquer justificativa para atrasos ou outros déficits  dos seus companheiros.

5 – Tenha um Hobbie

Ficar o tempo todo imerso no ambiente de trabalho não irá fazer bem. Tenha seu momento de desestresse, isso lhe trará melhores decisões que irão alinhar tanto seu lado emocional quanto o racional. Nem que seja algo habitual como tomar um café olhando a paisagem da sua  janela. Esses minutos de descanso e meditação ajudarão a lidar melhor com suas emoções além de melhorarem o foco e concentração.

Dica da Liderança

Convidamos o Diretor de Formação Empreendedora da FEJEMG para responder à uma pergunta sobre Inteligência emocional e Liderança.

Como no dia a dia do Movimento Empresa Júnior  podemos aprender a ter uma boa inteligência emocional e por qual motivo ela existe?

Segundo o Diretor de Formação Empreendedora da FEJEMG, Cleyton Silva Rosa, especula que exista uma pressão e uma expectativa sobre o trabalho dos empresários juniores e isto é relativamente normal. Ele pontua que em 2017, quando foi diretor da Porte Empresa Júnior, EJ de Juiz de Fora, teve uma grande oportunidade de aprender a lidar com as emoções pessoais, com as cobranças dos clientes e líderes e com os fatores externos que existiram. Acrescentou que foi uma experiência única pois o fez ter maior autoconhecimento e interação ao ambiente da empresa. Experiência a qual se estendeu para fora do âmbito do MEJ – família e universidade.

Cleyton ressalta que foi fundamental manter o controle dos impulsos em alguns momentos, principalmente por ter trabalhado no front-office da empresa – entendeu que cada ponto conflituoso era algo natural e que precisou ter uma frieza para contorná-los, sendo necessário uma boa inteligência emocional para lidar com estes desafios em frequência e profundidade no dia a dia como liderança. “Não foi fácil deparar com alguns desafios e até mesmo passar por momentos em que o sentimento era de que tudo iria ruir. Umas das alternativas foi de manter o espírito contagiante e animado com a equipe”.

Por fim, disse que o propósito é a nossa âncora diária, nos ajuda a recuperar dos pontos mais tortuosos. É o nosso ponto de chegada e o que nos faz ter a gana de continuar lutando e se desafiando – por um Brasil mais empreendedor, com uma melhor educação, mais colaborativo, mais competitivo e comprometido com a verdade.

“Cuide de suas próprias emoções e nunca as subestime’’ (Robert Henri). Esta frase foi escrita por Robert Henri, estudioso sobre inteligência emocional, com objetivo de reforçar a ideia de que devemos trazer as emoções para o nosso lado, utilizá-las ao nosso favor como uma poderosa aliada no caminho percorrido por nós dentro da  jornada como empreendedor. Confie em você! Depois nos conte o quão fundamental foram as dicas, ok?

 

Ana Gualda Braz Tomassini

Coordenadora de Conteúdo

Como ser mais eficiente e muito mais produtivo

Todos nós temos 24 horas todos os dias para poder completar as nossas tarefas. Mas as vezes não conseguimos nem começá-las pois aparecem outras coisas a se fazer e acabamos postergando. Pessoas com o sucesso reconhecido hoje normalmente se desligam das obrigações em horários não muito tarde noite, aproveitando melhor o dia seguinte. Nesse texto vamos descobrir a importância de ter o seu dia planejado, saber onde colocar sua energia para tornar o seu dia maior e mais produtivo.

Planejamento do dia

Nos últimos tempos, principalmente neste intenso período tecnológico de grande correria das nossas cidades, tem dado, definitivamente, às nossas vidas um time diferenciado, digamos, um pouco mais enlouquecedor. A escassez de tempo nos faz perceber tudo de forma cada vez mais dispersa e nos atenta ao que é extremamente necessário, não é mesmo? E como você está dividindo estas horas preciosas do seu dia? Planejar o momento é algo fundamental para ser produtivo, não somente o dia, mas como planejar todos os seus objetivos para o futuro. Planejar horários é sinónimo de controle do que se pode acontecer, garantindo tempo para precauções de possíveis imprevistos. como aula ou reuniões canceladas, algum atraso, etc.

O autoconhecimento da sua performance, ou seja, o termômetro da energia, é algo fundamental para conseguir adequar à rotina e, assim, ter uma melhor produtividade.

Segundo pesquisadores da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, as pessoas que acordam mais cedo são mais felizes e mais saudáveis, consequentemente são mais produtivas. Algumas pessoas de sucesso acordam antes disso e já começam o seu dia com a energia à 100%, e quando está perto do horário do almoço já foi feita várias coisas e estão dispostas pois o dia rende muito mais. O livro “O Milagre da Manhã” aborda que, quando acordamos temos de tornar nossas manhãs mais significativas, pois aquilo que fazemos durante a manhã determina o nosso ânimo para o resto do dia.

O poder da manhã

Sabe o que Tim Cook, CEO da Apple, Indra Nooyi, a CEO da Pepsico, e Jeff Bezos, fundador da Amazon possuem em comum? Todos eles madrugam e dormem relativamente cedo, curioso, não? Com isso sabemos realmente que acordar cedo tem um grande poder em nossas vidas. E nós, como empresários juniores, dividimos nosso tempo entre muitas atividades, faculdade, EJ e família, por exemplo, então para sermos de fato produtivos, é necessário termos o dia organizado ,  da manhã até a noite. Essas dicas não funcionam apenas para o meio empreendedor, mas sim para a vida como um todo.

Para existir um bom planejamento do dia, é necessário que inicio no dia anterior. Algumas dicas para um bom planejamento:

1– Escreva todas as suas atividades;

2– Separe seu dia por hora;

3– Coloque números de 1 a 5 de prioridades nas suas atividades;

4– Separe as atividades de maior prioridade por horário;

5– Durante os horários sem atividade de prioridade, coloque as atividades com menor prioridade de forma decrescente;

6– Ás vezes saímos fazendo um pouquinho de tudo, sem muito pensar nas prioridades. Então  a dica é terminar uma tarefa e depois passar para a próxima de mesma prioridade ou menor, assim você conseguirá completar todos os seus afazeres do dia.

7– Lembre-se de separar um momento para descanso, pois, assim como planejar as prioridades, é necessário que haja algum tipo de repouso, para que consiga ser eficiente.

Após seguir todos os passos acima o seu dia  estará todo planejado suas . Caso não goste dessa maneira de planejamento, você também pode colocar metas para o dia.

A técnica pomodoro

Algumas pessoas têm dificuldades em conseguir reservar um tempo para estudar ou para os próprios trabalhos. Criada por Francesco Cirillo no final dos anos 1980 na Itália, utilizando um cronômetro em forma de tomate, por isso o nome pomodoro. A técnica pomodoro consiste em vários ciclos de alguns minutos com intervalo de poucos minutos.  Como por exemplo: Eu vou estudar uma matéria mas tenho dificuldade em focar, o que eu faço? Coloco o relógio para despertar depois de 25 minutos, onde nesse tempo eu fico apenas com o objetivo de estudar a determinada matéria, depois que acabar o tempo eu descanso 5 minutos e depois volto para o ciclo de 25 minutos.

Esse método pode ser aplicado não apenas para uma pessoa mas também para uma equipe, onde todos possuem um mesmo objetivo. Existem um aplicativo de celular que automatiza esse sistema, chama Focus Keeper, onde você pode colocar quanto tempo você quer focar, quantos ciclos você quer fazer, e um objetivo total do dia. Esse aplicativo também gerencia o seu tempo de repouso para o próximo ciclo. Por exemplo, quero foca 25 minutos, e vou fazer 4 ciclos de 25 minutos por vez. E no final do dia quero ter feito 12 ciclos.

Após esse pequeno apoio, espero que todos nós conseguimos aplicar esse conhecimento em nosso dia a dia. Vamos acordar de manhã, fazer exercícios físicos e aplicar a técnica pomodoro quando tivermos que trabalhar. Tenho a certeza que quando isso virar uma rotina iremos ser muito mais produtivos e faremos muitos melhores projetos. Cuidar de nós é o maior investimento profissional que podemos fazer.

Hugo Henrique Rodrigues

Coordenador de Conteúdo

Como falar sobre a empresa júnior em uma entrevista de emprego

A experiência no Movimento Empresa Júnior é enriquecedora tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Mas ela ganha ainda mais notoriedade quando os diretores e profissionais de Gestão de Pessoas das empresas valorizam o MEJ em uma entrevista de emprego e te dão a chance de compartilhar um pouco da sua trajetória.

Mas como falar com o recrutador sobre essa vivência empresarial de maneira marcante e, ao mesmo tempo, objetiva? Separamos algumas dicas para você se preparar para conversar sobre a empresa júnior e como pode contribuir para a vaga.

Nada de usar termos internos

A primeira é bem simples. É tão natural que o empresário júnior esteja imerso em suas próprias siglas e termos que comumente falam (MEJ, BJ ou FEJEMG) com os amigos e familiares.

Se para essas pessoas, que convivem com você, esses nomes já são difíceis de entender o significado, imagina para um recrutador que não conhece bem o Movimento?

Lembre-se que durante a entrevista de emprego você não tem muito tempo. Converse sobre sua vivência no MEJ de maneira clara e sem confundir o recrutador. Se for falar do MEJ, cite como Movimento Empresa Júnior ou como a rede de empresários juniores, por exemplo.

Fale sobre o que você aprendeu a fazer e como fez

A empresa júnior é uma das experiências mais ricas que um estudante pode ter durante a faculdade e é um dos maiores orgulhos de serem compartilhados durante uma entrevista.

Por isso, aproveite para comentar sobre quais práticas você desenvolveu e como as executou durante o período. Será que só falar o seu cargo e suas responsabilidades representa o tamanho do conhecimento que você hoje tem a oferecer?

No caso da experiência com a liderança de um time, não fale apenas de resultados e sua rotina, comente também sobre desafios que foram superados e sobre a dinâmica de aprendizagem constante.

Assim você sai daquele básico resumo do currículo e mostra como foi comprometido a melhorar os processos através de treinamentos e benchmarking, por exemplo.

Todo empresário júnior é apaixonado pelo que faz e esse sentimento transborda quando falamos do MEJ para outra pessoa. Mas cuidado! Se sentir que tem abertura, aprofunde a conversa, mas tenha bom senso para controlar o tempo em que está falando sobre um mesmo assunto.

entrevista-de-emprego-2Mostre como você vai agregar à empresa

Falar de como era o dia a dia na empresa júnior é fácil. Afinal, o que não faltam são cases para relembrar com o recrutador. Mas não são todas essas experiências que estão ligadas diretamente com a vaga que você está almejando.

Então, se prepare para a entrevista pensando em quais foram os principais conhecimentos que você adquiriu que podem ser úteis para o seu futuro trabalho naquela instituição e venda seu peixe!  

Motivação para um trabalho voluntário

Não se esqueça de que as empresas seniores também valorizam o MEJ à medida que a iniciativa é voluntária.

Ou seja, você se desenvolveu como pessoa e profissional porque acreditou no propósito da rede e estava disposto a ajudar os micro e pequenos empreendedores com projetos acessíveis e diferenciados, sem contar com uma remuneração em dinheiro no final do mês. O seu objetivo é muito maior do que o retorno financeiro.

As empresas buscam, cada vez mais, profissionais motivados em ajudar as pessoas com inovação e criatividade. Se você vivenciou a empresa júnior por inteiro, com certeza irá transparecer sua inquietude e responsabilidade com um propósito muito maior do que ganhar um salário para pagar as contas.

entrevista-de-emprego-3Constante análise do que melhorar  

É muito comum que os recrutadores façam aquela famosa pergunta: “qual o seu maior defeito e sua maior qualidade?”. Com certeza você já discutiu sobre eles com o seu time ou com o núcleo de gestão de pessoas da sua EJ. Nem que seja, pelo menos uma vez, você já  refletiu sobre seu comportamento.

Então, aproveite a jornada em busca do autoconhecimento que o Movimento te proporcionou para mandar bem na sua entrevista de emprego!

Não tenha medo de falar sobre suas ideias e experiências

Tudo bem se a meta da sua empresa júnior não chegou aos pés do faturamento de onde você estará fazendo a entrevista. Não tem problema se o número de colaboradores é assustadoramente maior do que o número de membros da sua EJ. Ou então, normal se a cobrança e responsabilidade for ainda maior no cargo que você almeja.

Não deixe de expor o quanto você está apto para aquela vaga e o quanto você está disposto a aprender só porque a empresa júnior não é exatamente igual ao seu futuro local de trabalho. Começa ali uma nova fase da sua carreira, que com certeza toma outros rumos porque você está mais preparado para encarar o mercado de trabalho.

Confie no seu potencial e confie na credibilidade que o Movimento Empresa Júnior tem no Brasil, patamar que você também ajudou a conquistar.

E aí, se sente mais preparado para falar sobre a experiência no MEJ em uma entrevista de emprego? Compartilhe com a gente suas impressões e boa sorte!

Thaiza Gribel

Assessora de Conteúdo

LEIA MAIS:

Como ter sucesso em um processo seletivo.

 

Cogestão na empresa júnior: chega de passar pelo mesmo problema

Com tantos jovens sendo impactados pelo Movimento Empresa Júnior em todo o país, sabemos que a rotatividade nas empresas juniores é comum. E quando chega o momento de se desligar da EJ, os membros têm a missão de passar para os novos integrantes do time todo o conhecimento adquirido para o trabalho continuar cada vez melhor. E é aí que entra a importância da cogestão na empresa júnior ser eficiente e rápida.

E por que em muitas empresas seniores, assim como no MEJ, o processo de cogestão ainda está longe de ser o ideal? São inúmeros os pedidos de benchmarking em toda a rede sobre o assunto e, novamente, falta informação para ser passada adiante.

Emoção e responsabilidade em cheque

A psicóloga e especialista em gestão de pessoas, Flavia Gouvêa, lembra que infelizmente é natural que muitos não consigam separar o trabalho das emoções pessoais. Por isso, algumas pessoas se sentem “substituídas” na hora de passar o cargo e isso também influencia na cogestão na empresa júnior.

“Todo desligamento implica em uma perda, fica sempre a sensação de fim, onde quem passa a função tem o sentimento de estar entregando de ‘mão beijada’ tudo que já possa ter feito até agora. A dificuldade vem, na maioria das vezes, por se tratar de um encerramento, de uma perda”, completa Flavia.

Aliado a um emocional instável, existem inúmeros casos em que a falta de comprometimento do membro mais antigo faz com que ele se preocupe mais com seus novos projetos do que com o cargo anterior.

O Diretor de Projetos da UCJ, Rodrigo Sabila, acredita que o desestímulo dos membros seja um fator prejudicial, visto que para uma cogestão na empresa júnior ser efetiva, as pessoas devem estar dispostas a compartilhar conhecimento para trabalhar junto e gerar resultado. “Além disso, a falta de uma boa gestão do conhecimento aliada à falta de processos estruturados de cogestão/transição torna a EJ dependente da boa vontade de pessoas, gerando um processo que não é perene”, acrescenta Saliba.

Cogestão na empresa júnior 3Empresa júnior e membro saem perdendo

Se os novos membros não têm uma cogestão eficiente, todo o funcionamento da EJ fica afetado em níveis inimagináveis. Com o membro desligado, vai embora a cultura de relacionamento com a rede, a visão estratégica dos processos, o conhecimento das buyers personas, o bom atendimento ao cliente, a consolidação das parcerias…. Enfim, todas as boas práticas que tantas outras gestões conquistaram depois de muita luta e superação dos desafios. Até porque, o registro dessas informações também é um grande problema em muitas empresas juniores.

Mas se engana quem pensa que essa grande falha de comunicação interfere apenas no funcionamento da EJ. “A imagem profissional é responsabilidade de cada um construir e destruir também. Levamos tempo para construir uma imagem profissional de credibilidade e agindo de maneira negativa e sem controle emocional, esses membros acabam colocando tudo em risco”, ressalta Flavia.

Case de Sucesso: conheça as boas práticas de cogestão da UCJ

Rodrigo aponta que a cogestão na UCJ acontece pela fase de organograma e de transição. Saiba como funciona essa estratégia:

  • Cogestão do organograma: acontece na Presidência e na Diretoria de Projetos. Nesse modelo, a cogestão ocorre diretamente, pois uma pessoa mais experiente faz a gestão junto ao novo ingressante no cargo, ao mesmo tempo que executam processos e iniciativas, por exemplo.
  • Cogestão de transição: é feita nas demais diretorias e nos cargos de gerência. Ela tem o objetivo de transmitir informações sobre o cargo e principalmente disseminar conhecimento tácito acerca das funções e rotina. Assim, o período de cogestão/transição é curto e geralmente dura do final da gestão do gerente/diretor antigo até o início da nova gestão.        

“Um bom exemplo de transição é o que ocorre na célula de projetos: de 3 em 3 meses possuímos processo seletivo de projetos, no qual são selecionados os novos gerentes da célula. Após serem aprovados, os novos gerentes se tornam ‘sombras’ dos gerentes antigos para aprenderem melhor a rotina. Os tópicos que deverão ser ensinados aos novatos são informados pela diretoria, que cobra, ao final da transição, se todos os assuntos foram abordados”, ressalta Saliba.

Cogestão na empresa júnior 2Como estimular uma eficaz cogestão na empresa júnior

Se os membros ainda não enxergam a importância da cogestão, é preciso incentivar. Para esse estímulo constante, Flavia dá algumas dicas que valem tanto para empresas seniores quanto para as EJs:

  • A valorização dos membros e a tudo que já fizeram pela empresa deve ser sempre reforçada. Seria como reafirmar uma mensagem de “deixe sua marca”, “você faz parte dessa história”;
  • Mantenha sempre um programa de ações previamente definido junto a quem está saindo para que o conhecimento e as melhores práticas sejam repassadas;
  • Estruture um cronograma em que quem sai assume o compromisso de passar as informações para quem está chegando em tempo hábil;
  • Quem sai pode deixar sua impressão de pontos negativos e positivos sobre a empresa, através da ferramenta de entrevista de desligamento. Essa entrevista tem o objetivo de valorizar a voz da pessoa desligada, que deixa sugestões que irão agregar ao crescimento da empresa.
  • E outra possibilidade é que, após a finalização desse cronograma, a pessoa que estiver saindo possa deixar no mural da empresa suas últimas atividades a serem retomadas.

Esperamos que esse post tenha trazido vários insights para você melhorar o processo de cogestão na empresa júnior que você atua!

Tem alguma boa prática para compartilhar com a rede? Deixe seu depoimento nos comentários.

 

Thaiza Gribel

Assessora de Conteúdo

Sua empresa júnior tem tudo para crescer com a gamificação

Seja você cliente ou colaborador de uma empresa, a tendência de se realizar atividades cotidianas com mais dinamismo e diversão está em alta, dentro do ambiente organizacional. É possível aliar o trabalho ao entretenimento através de estratégias como a gamificação. Neste texto, a gente te explica como a sua empresa júnior pode se beneficiar dela.

O que é a estratégia de gamificação?

A gamificação pode aumentar o envolvimento de clientes com as marcas e, por outro lado, melhorar o desempenho dos funcionários nas empresas e é sobre essa vertente do colaborador que vamos aprofundar.

São inúmeras empresas, nacionais e internacionais, como é o caso das startups, que adotaram a prática da gamificação para gerar um engajamento maior, uma competitividade saudável no ambiente de trabalho e, principalmente, para alcançar resultados cada vez melhores.

Basicamente, o objetivo é usar ideias relacionadas a jogos e oferecer “recompensas” pelas atividades realizadas. O incentivo vai de acordo com a criatividade de cada empresa, que pode oferecer prêmios, descontos, folgas e ganho de pontos que podem ser trocados por algum produto.

Gamificação na empresa júnior

Os games já estão presentes na vida dos jovens e, por isso, fica mais fácil de implantar a estratégia dentro do MEJ. Outra vantagem é a constante busca dessa geração por inovação a fim de se reinventar processos tradicionais. Por isso, cabe à você aproveitar esse ambiente favorável para implantar a gamificação na sua EJ!

Algumas empresas juniores já adotaram esse novo método para ajudar no engajamento dos membros e no próprio desenvolvimento deles – como é o caso da Acesso Comunicação Jr com o “Acesso Estalecas” (remetendo à moeda utilizada no Big Brother Brasil) –  que está diretamente ligado aos projetos da empresa. A cada cliente fechado, uma porcentagem do valor vai para o banco e outra para o “Acesso Estalecas”, no qual um real equivale a uma estaleca.   

A dica para a sua empresa júnior é que esse tipo de recompensa esteja relacionada ao empreendedorismo ou à capacitação dos membros, como livros, viagens para eventos do MEJ e cursos.

O gamification abre um leque de oportunidades para que as empresas gerem incentivos de maneiras criativas e dinâmicas. Adaptado à realidade de cada EJ, essa prática é capaz de fazer com que os membros participem mais e compreendam melhor o valor do trabalho que desenvolvem.

gamificao-para-empresas-1-638

 Atenção para a competitividade saudável

Promovendo a diversão e interatividade, é possível que os membros encarem positivamente a execução dos seus respectivos projetos a partir da proposta da gamificação. Mas é preciso cuidado para que o ambiente de trabalho não se transforme em um espaço propício para sentimentos como a inveja, ciúmes e competitividade exacerbada.

Afinal, o objetivo é que os benefícios da gamificação sejam aproveitados individualmente como premiação de um trabalho feito com mais leveza e motivação, sem estimular a discórdia entre os envolvidos.

Aproveite os resultados da estratégia de gamificação para analisar essas valiosas informações a fim de identificar possíveis falhas na execução ou no treinamento, para ajudar os membros da sua empresa júnior a superarem os desafios. E, claro, não deixe de parabenizar as performances positivas e estimule sempre a melhora no desempenho!

Implantação da gamificação na minha EJ

Primeiro, é indicado que você converse com os seus membros a fim de entender a impressão deles sobre os processos atuais e como esse dia a dia pode ser “gamificado”. Aproveite para ouvir que tipo de recompensa eles gostariam de ganhar, lembrando que a premiação deve ser alinhada com o propósito da sua empresa júnior.

Depois, estruture toda a estratégia da gamificação em todos seus aspectos, como periodicidade, pontuação, benefícios, regras e, principalmente, metas, a fim de deixar claro para todos os participantes como é fácil e divertido jogar e trabalhar ao mesmo tempo sem perder o profissionalismo essencial em cada processo.

Não se esqueça de estimular na sua empresa júnior a competitividade saudável a fim de que todos se envolvam verdadeiramente no projeto e esteja à postos para tirar dúvidas. Quem sabe uma das metas da sua gamificação pode ser relacionada ao cooperativismo e ajuda a um colega de trabalho na EJ?   

Por fim, é hora de mensurar os resultados, preparar bem os feedbacks construtivos e ver como a sua EJ se beneficiou dessa estratégia de gamificação!

Com essa prática, o crescimento da empresa júnior anda lado a lado com o desenvolvimento pessoal e profissional dos membros e o trabalho ganha uma nova (e lúdica) perspectiva de satisfação e recompensa.

Texto: Isabel Senna – Assessora de Conteúdo 2016

Atualização: Thaiza Gribel – Assessora de Conteúdo 2017